“Seu desempenho pode estar sendo sabotado pelo intestino.” Essa ideia ganhou força após estudos publicados mostrarem que a microbiota intestinal — o conjunto de trilhões de microrganismos que vivem no intestino — influencia diretamente energia, resistência e recuperação muscular. Para muitos, ela funciona como um “novo músculo” do atleta.
Bactérias benéficas produzem ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como butirato e propionato, essenciais para gerar energia e modular inflamação. Evidências científicas apontam que atletas com maior diversidade microbiana apresentam melhor aproveitamento energético e até correlação positiva com o VO₂ máximo, indicador-chave de performance aeróbia.
A recuperação também depende desse ecossistema. Estudos mostram que uma microbiota equilibrada reduz inflamação sistêmica e favorece a síntese proteica, acelerando o reparo muscular após treinos intensos.
Para fortalecer essa “central de performance”, devemos introduzir em nossa dieta, os alimentos ricos em prebióticos (aveia, banana verde, alho, cebola, leguminosas) e probióticos (kefir, iogurte natural, kombucha, vegetais fermentados). Pequenas mudanças, como incluir kefir no café da manhã ou feijão diariamente, já fazem diferença.
Por outro lado, dietas restritivas e o uso excessivo de adoçantes artificiais podem reduzir a diversidade microbiana e prejudicar o metabolismo energético — um erro comum entre atletas que buscam resultados rápidos.
Cuidar da microbiota é investir em mais energia, melhor recuperação e menor inflamação.